No povoado de 1.500 habitantes do município de Ribeirópolis, Sergipe, o empresário João Carlos Paes Mendonça conduz um grupo de amigos pernambucanos para ver o resultado das suas iniciativas de empreendedor cívico. Todos os idosos necessitados de atenção e todas as crianças até 14 anos de Serra do Machado são atendidos pela Fundação Pedro Paes Mendonça, financiada pelo Grupo JCPM. A manutenção das escolas, do hospital e do abrigo de velhos consome 2 milhões de reais/ano, o equivalente a 25% de tudo que o município de Ribeirópolis arrecada com receitas próprias e transferências.
Depois da bênção na missa do padroeiro São Sebastião, de visitar o asilo e hospital de limpeza e organização impecáveis (graças às freirinhas portuguesas que se mudaram para Serra do Machado com cara, sotaque, coragem e dedicação), de nos comovermos com o estímulo à leitura das crianças nas escolinhas (engenhoso sistema de incentivo — ver foto) e de visitar o local onde começa a construção de 65 casas subsidiadas pelo empresário, fomos conduzidos por um ansioso João Carlos para ver onde tudo começou: o lugar quase intacto da primeira bodega de Pedro Paes Mendonça, seu pai, na parte da frente da sua casa.
Foi aí que “caiu a ficha”, pelo menos pra mim: João Carlos queria nos mostrar o tesouro do arco-íris da sua infância! Eram grandes potes semi-enterrados posicionados nas biqueiras do telhado da casa. Diz a lenda irlandesa que João, menino pobre, procurava ouro no pote ao final do arco-íris para ajudar a mãe viúva. Com muita persistência, não se deixou enganar pelo anãozinho protetor do tesouro e conseguiu encontrar o ouro.
Os potes de João Carlos Paes Mendonça tinham um outro tipo de substância preciosa: a água da chuva tão necessária neste povoado do sertão sergipano. Num movimento em círculos com a mão, o empresário mostrava onde caía a água da biqueira. Talvez só quem tenha tomado banho de chuva no sertão possa entender porque os seus olhos brilhavam.
Pois foi assim que vim a perceber a razão de tanta dedicação à Serra do Machado. Só podia ser isso: nada supera as lembranças da infância como energia mobilizadora do empreendedorismo cívico. “Seu” João Carlos bebeu da água da chuva na casa paterna e nunca vai esquecer disso. A memória afetiva desses momentos inesquecíveis se transforma na dedicação duradoura à causa dos jovens e velhinhos do pequeno povoado. Como seria bom se os governos bebessem da mesma água para cuidar da educação e da saúde dos cidadãos…
Na pracinha de Serra do Machado: eita vida mansa…
A freirinha portuguesa na sala de estar do abrigo de velhos
A sinonímia perfeita para o entendimento entre as pessoas
Quanto mais livros lidos, mais perto das nuvens…





Boa, Marinho!
Experiências como essa na Serra do Machado creio que são renovadoras. Faz a gente sair do nosso mundo, da nossa bolha.
Conheci a família de João Carlos Paes Mendonça logo que chegou ao Recife. Início do sucesso de um empreendedor que é o “orgulho de ser nordestino” de muitos. Fui a primeira professora de Jaci e convivi mais de perto com Auxiliadora que todos os dias ia buscar a filha no colégio. Eu tinha 18 anos acreditava em sonhos e que a vida poderia ser vivida, em todas as cidades, como na praça lá de Ribeirópolis, na Serra do Machado. Em paz.
Mudou a vida, mudaram os costumes, não mudaram, porém, a competência e a responsabilidade social do empresário, a alma boa de Auxiliadora e a alegria com que Jaci me presenteia todas as vezes que nos encontramos.
Nem mudou Cláudio, a sua capacidade de escrever com poesia…”Na Serra do Machado havia água de chuva no pote do arco íris”!
cecília: pense numa experiência boa…
margarida: o bom do blog é que a gente vai mudando o texto junto com os leitores…gostei muito mais da forma como você colocou o título, tem mais ritmo…tanto que JÁ mudei…veja lá..além do mais, professora, estava errado: tem que ser NA Serra do Machado, como tem que ser NO Recife — são nomes de acidentes geográficos! obrigado!
abraços
Marinho,
Tive a felicidade de compartilhar essa experiência…
Descobrir aqueles potes do arco-íris do Dr. João Carlos foi realmente reenergizante!
Como acreditamos, a legitimidade das ações é mais perceptível quando essas são tomadas contra a miséria; quando são para mitigar injustiças e ajudar o desenvolvimento de outrem.
Agradeço,
Um forte abraço,
Cristhian Pedrosa.
cristhian,
é sempre melhor aprender juntos; e aprendemos muito com o que vimos na serra do machado.
abraço
ps.: xie-xie!
Oi gente!
Sou de Serra do Machado, e tenho muita satisfação de dizer que esse homem é abençoado por Deus.
Hoje se conta a história de Serra Do Machado assim: antes de João Carlos e depois depois de João Carlos.
Os benefícios trasidos por ele são interminaveis, sempre esta fazendo algo para melhorar a vida de “sua gente” é assim que diz ele ,e também dizia o pai dele.
A população daqui hoje em dia graças a ele se sente mas independente,não dependendo dos politícos.A saúde da população melhorou 99,9%, o ensino a mesma coisa.
Dizer obrigado é muito pouco, mas não sabemos o que fazer para agradecer.
eu estudo na sua bela escola joao carlos e moro na linda serra do machado beijs!!!!!
Sou de familia de serra do machado, sempre acompanho os
trabalhos da fundaoção e claro não esquecendo do sr. João
Carlos que é a razaõ de todas as melhorias.
No futuro quem sabe posso voltar para o meu lugar de origem e desfrutar de todos esses beneficios.
Abraços a todos que fazem parte dessa familia. ( A fundação)
parabens jcpm
valeu João Carlos pela sua colaboraçao em nosso povoado!!!!!
sou filho da nossa serra vi desde o inicio o seu crecimento sempre com o apoio de sr.joão carlos sem duvidas sem ele a serra do machado seria a mesma de 20 anos atras estou morando loge mas nunca esqueco do meu cantinho onde tenho meus pais e minha irmã espero um dia volta ao meu berço e mesmo de longe estou acompanhado tudo que acontece por ia um grande abraço a todos espero um dia desses estar de volta
q coisa em!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!