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Archive for 14 de junho de 2007

O meu amigo Ennio já postou aqui uma série de fotos muito ilustrativa da “nova mulher” chinesa. Até me lembro da situação em que foram tiradas muitas delas: estávamos fora de um shopping central de Shanghai (diz-se “shan-rai”) por uns bons minutos, enquanto esperávamos uma carona, e ele resolveu dar uma de voyeur digital com a sua recém-adquirida Nikon. Ficou um ensaio-síntese interessante, amostral, da juventude chinesa metropolitana.

Agora, resolvi completar o trabalho de Ennio com uma outra observação. Vimos em alguns lugares exemplares da pintura moderna chinesa e um detalhe me chamou atenção, só agora me dando conta: sinto com se houvesse um movimento pictórico de recuperação do doçura feminina, antes ocultada pelo “realismo socialista” da velha pintura maoísta. Vejam abaixo:

a nova mulher na pintura

É como se houvesse uma busca do detalhe antigo, do bracelete, da roupa, da languidez do olhar, da pintura do rosto, do abanico tradicional. Mais importante ainda: a iluminação. Quase que invariavelmente um raio de luz forte realça o rosto da modelo, trazendo à tona o indivíduo, antes submerso na pintura grupal, coletiva.

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Passeio no Yangtze

Para satisfazer a curiosidade dos nossos fãs-clubes, olha aí uma foto minha e de Cláudio Marinho, durante o passeio de barco pelo rio Huangpu, que corta Xangai.

Por sinal, este passeio é uma forma excelente de ver o que está acontecendo na maior cidade chinesa.

Impressiona a riqueza e a grandiosidade e o luxo dos elevados novos prédios, mas também chama atenção a preservação dos edifícios erguidos nas primeiras décadas do século 20. Se o século 21 será da China, caberá a Xangai representá-la como símbolo urbano do Novo Império Chinês.

Ao contrário de Pequim, que jamais perderá as características de capital política-administrativa – para o bem e para o mal – Xangai tem um charme natural, perfil reforçado pelo rio Yangtze. Também fica clara a estratégia dos administradores de Xangai, que têm como modelo as cidades de Paris, Londres e Nova York. Eles pretendem transformar Xangai numa referência turistíca, cultural e econômica. Não querem apenas a referência demográfica.

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Uma coisa chama logo a atenção de quem entra num táxi em Pequim, a grade metálica que separa o taxista do passageiro. Segundo conta a lenda urbana pequinês, a grade salvou muitas vidas em ambos os lados. Uma versão miniatura da Grande Muralha.

A barreira também está presente nos táxis de Xangai e de Ningbo, mas com versões em acrílico.

Táxi em Pequim

Outra coisa interessante é que a porta esquerda do banco traseiro não deve ser utilizada. Não sabia da regra e levei uma grande esculhambação em chinês do motorista. Óbvio que não entendi nada, mas pelo tom….

Porta lacrada no táxi

A porta é fechada por uma questão de segurança, pois no trânsito – digamos – liberal de Pequim é imenso o risco de ter a porta arrancada por outro veículo. Outro detalhe dos táxis é que os bancos são protegidos por uma capa de pano. Seria um detalhe higiênico importante. O problema é que entrei em muitos veículos nos quais a capa estava suja, com manchas que nem queria imaginar a origem.

A vantagem é que a corrida é barata, muito barata. Ainda mais comparada com o Brasil. Enfretamos grandes distâncias – especialmente em Pequim. A viagem mais cara deve ter custado 40 yuans, cerca de 10 reais. Isso após rodar quilômetros e quilômetros.

Eu até acho plausível que os taxistas chineses não entendam bem o inglês. O problema é que muitos deles não sabem ler nem os ideogramas chineses. Isso ficava claro quando apresentávamos um cartão preparado pelo hotel com os nomes de alguns pontos turísticos importantes de Pequim e de Xangai. Algo tipo: “por favor, me leve a tal lugar”. Imaginem o que o Governo chinês terá que fazer até a Olimpíada de 2008.

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Transito na China

O trânsito na China foi outro capítulo interessante da viagem. Durante os dias em que estivemos em Pequim, Xangai e Ningbo não presenciei nenhum acidente. Deve ter sido milagre de Buda. Ou de Mao. Não sei.

Mas estivemos perto disso. Dezenas de vezes. Os motoristas que serviram ao nosso grupo entravam à esquerda, à direita sem querer saber quem estava ao lado. Os finos que eram tirados em carros e bicicletas assustavam. Muitas vezes pensei: é agora. Não foi.

 Transito em pequim

Os carros tomaram o lugar das bicicletas, que virou um símbolo da China comunista. Mas as duas rodas ainda são uma importante parte do transporte chinês. Em Xangai, existe também uma presença expressiva de motos e lambretas.

Na viagem de volta de Ningbo para Xangai – de onde embarcamos na última segunda-feira de volta ao Brasil – o motorista do nosso ônibus não dirigia com o volante. A direção dele era a buzina, a qual apertava de 10 em 10 segundos. Quem tentatva dormir um pouco na viagem de quase cinco horas não conseguiu. Bastava fechar os olhos que vinha a buzina.

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As mulheres são um capítulo à parte na recente história da China. Tradicionalmente oprimidas, elas passam a ocupar um papel central nesta nova fase do país, pois elas têm uma presença marcante no mercado de trabalho, em especial na áreas de serviços, nos hotéis, restaurantes e até mesmo nos táxis de Xangai.

Pouco a pouco, se percebe que elas vão deixando de lado um passado de submissão. Mas os homens chineses ainda não são dados ao que chamamos de cavalheirismo. Não abrem portas de carros, não permitem que as mulheres entrem antes nos elevadores.

Durante a nossa viagem, resolvi fotografar as chinesas. Ao contrário do que se imagina, não são iguais, são muitas as facetas. Muitas se enquadram até mesmo no padrão de beleza femina brasileiro. Em todas algo em comum: uma tremenda delicadeza até mesmo na hora de pedalar a bicicleta.

Garota chinesa 8

Garota chinesa 6    Garotas chinesas  

Garota chinesa 7

  Garota Chinesa 4        Garota chinesa 3

Garota chinesa 5    Garota Chinesa 1

   Garota chinesa 9      Garota chinesa 9

  

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Quem acha que os camelôs brasileiros são impertinentes precisa conhecer seus correspondentes chineses. O primeiro contato que tivemos com eles ocorreu em plena caminhada pela Grande Muralha. Eles vendiam de tudo e não aceitavam um “no!” como resposta.
E se a vítima demonstrasse qualquer interesse na mercadoria, aí a coisa pegava. Literalmente.
Nesta foto abaixo, Cláudio Marinho tenta resistir à investida de uma camelô. Logo mais atrás, um camelô-capataz observa com olhares de poucos amigos. Cláudio terminou comprando um chapéu de papel que virava uma espécie de jarro colorido. Até hoje não sei se a peça sobreviveu à viagem.

 Claudio Marinho e a camelô da Muralha

Um característica muito interessante do comércio chinês é a arte da barganha. Nunca, nunca mesmo pague o primeiro preço sugerido por um comerciante chinês. Faz parte do jogo negociar, pechinchar. O primeiro preço nunca é justo. Muito pelo contrário. Negociando bem, o preço pode cair até a 80% do valor inicial. Mais para escreverei um tópico específico sobre o tema.

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“Massage?”
“Watches?”
 Estas foram duas perguntas-ofertas que ouvi bastante durante a nossa viagem à China – bastava nos identificar como turistas que aparecia alguém para nos oferecer o serviço de massagem (com e sem aspas) e as famosas réplicas de relógios caros, como Omega, Rolex, Cartier e por aí vai.
Posso até ter ido aos lugares errados, mas não vi muitas das réplicas sendo vendidas abertamente. Talvez tenha sido um efeito da parcial atuação do Governo chinês contra a pirataria.

Massagem
Com relação à massagem, a técnica chinesa praticamente virou um item quase que obrigatório para os turistas. Ela era oferecida em todos os hotéis que ficamos hospedados, em Pequim, Xangai e Ningbo.

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