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Archive for 14 de junho de 2007

Quem acha que os camelôs brasileiros são impertinentes precisa conhecer seus correspondentes chineses. O primeiro contato que tivemos com eles ocorreu em plena caminhada pela Grande Muralha. Eles vendiam de tudo e não aceitavam um “no!” como resposta.
E se a vítima demonstrasse qualquer interesse na mercadoria, aí a coisa pegava. Literalmente.
Nesta foto abaixo, Cláudio Marinho tenta resistir à investida de uma camelô. Logo mais atrás, um camelô-capataz observa com olhares de poucos amigos. Cláudio terminou comprando um chapéu de papel que virava uma espécie de jarro colorido. Até hoje não sei se a peça sobreviveu à viagem.

 Claudio Marinho e a camelô da Muralha

Um característica muito interessante do comércio chinês é a arte da barganha. Nunca, nunca mesmo pague o primeiro preço sugerido por um comerciante chinês. Faz parte do jogo negociar, pechinchar. O primeiro preço nunca é justo. Muito pelo contrário. Negociando bem, o preço pode cair até a 80% do valor inicial. Mais para escreverei um tópico específico sobre o tema.

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“Massage?”
“Watches?”
 Estas foram duas perguntas-ofertas que ouvi bastante durante a nossa viagem à China – bastava nos identificar como turistas que aparecia alguém para nos oferecer o serviço de massagem (com e sem aspas) e as famosas réplicas de relógios caros, como Omega, Rolex, Cartier e por aí vai.
Posso até ter ido aos lugares errados, mas não vi muitas das réplicas sendo vendidas abertamente. Talvez tenha sido um efeito da parcial atuação do Governo chinês contra a pirataria.

Massagem
Com relação à massagem, a técnica chinesa praticamente virou um item quase que obrigatório para os turistas. Ela era oferecida em todos os hotéis que ficamos hospedados, em Pequim, Xangai e Ningbo.

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Como era de se esperar, a nova versão do “apagão aéreo” nos pegou a caminho do Aeroporto   de Guarulhos, em São Paulo, no último dia 30 de maio, quando iniciamos nossa trajetória rumo à China – com uma parada mais do que estratégica em Toronto, no Canadá. E o apagão nos pegou na volta também, na última terça-feira, dia 12.

Problemas com a interferência de rádios piratas no controle do tráfego aéreo de Guarulhos fizeram com que nosso vôo do final do mês passado – o TAM 3506 – fosse desviado para o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. O avião pousou às 16h15 na capital mineira (partimos do Recife às 13h25). Por volta das 18h30 chegamos em São Paulo.

Saí do Brasil com uma certeza: não enfrentaríamos problemas com nossos vôos internacionais. A preocupação era com a volta no Brasil. Trabalhava com duas possibilidades: uma nova faceta do “transformista” apagão aéreo brasileiro ou uma das “greves brancas” da Polícia Federal.

Na última terça-feira não foram as rádios piratas, mas o tempo, que estava tão nebuloso quanto a relação de Vavá com a máfia dos caça-níqueis.
2×0 para o apagão.

Depois de uma viagem que já completava 31 horas parecia brincadeira. E um dia depois ainda tive que ver e ouvir a ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmar que as vítimas do apagão aéreo deveriam “relaxar e gozar”. Fala sério.
Bem, deixemos a perua paulista de lado e voltemos ao objeto deste post. 

Marta Suplicy

À bordo do Boeing 764 da Air Canadá, esperamos primeiro para pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos e depois para encontrar uma ponte livre para desembarcar.

Calma, calma, não acabou ainda.
O nosso vôo para o Recife estava previsto para decolar às 13h30. Saímos às 15h. Menos mal. Pessimista com relação ao apagão aéreo, achava que o nosso vôo seria cancelado. Em novembro do ano passado, durante o auge do apagão, foi isso que aconteceu numa viagem a Brasília.

Depois de conhecer os aeroportos chineses de Pequim e Xangai e os canadenses de Vancouver e Toronto, fica a firme impressão de que estamos mal, muito mal.

E ainda temos que aguentar Marta Suplicy.

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Se no passado a Grande Muralha impediu que a China Imperial fosse atacada pelos bárbaros do Norte, os bloqueios digitais de hoje em dia dificultam o acesso de estrangeiros e chineses à Internet. Antes de viajarmos para a China, já tinha lido diversas notícias sobre os bloqueios que o Governo de Pequim estabeleceu sobre a navegação na Web – em especial no Google, na Wikipedia e nos sites hospedeiros de blogs.

Em outras palavras: torcia para que o WordPress – onde está hospedado nosso blog – estivesse fora da “lista negra”, mas, no fundo, desconfiava que teríamos problemas para postar no nosso blog. E assim aconteceu.

 Site do Wordpress

Primeiramente, logo que a gente digitava um endereço no browser percebíamos que existia um atraso, como se algum instrumento averiguasse o site antes de permitir o acesso. No caso do WordPress, a demora era longa e a página não carregava completa. Até que conseguimos fazer uma login uma solitária vez, mas não tinha acesso ao instrumento para postar.

Uma opção que consideramos foi a de enviar o texto para alguém postá-lo aqui do Brasil. Seria uma forma de contornar o problema. No entanto, esse “jeitinho” contrariava o nosso objetivo que era criar um blog de viagem e não um espaço de crítica política ao Governo Chinês. Neste segundo caso, recorrer a esse instrumento não só é válido como necessário.

Também tentamos, com a ajuda de um amigo pernambucano, driblar o bloqueio. Até que conseguimos, num primeiro momento. Mas o aparato de censura dos chineses parece que identificou o nosso movimento e ele foi imediatamente bloqueado também.

Com a intensidade da programação da viagem, decidimos que aquela perda de tempo era irritante e desnecessária. Faríamos um blog pós viagem. Um diário de viagem a posterior. E assim começamos agora.

Como diz Cláudio Marinho, este bloqueio à Internet é uma das diversas facetas da paradoxal e aparentemente contraditória China – um gigante de difícil compreensão para os ocidentais. Um país que vive entre a abertura econômica e o fechamento político. Mas esta tem sido a norma na história da China, que vive ciclos de abertura e de obscurantismo. Pela primeira vez, talvez, essas duas tendências convivam de forma tão intensa ao mesmo tempo.

Mas devemos fazer este esforço de entender o que ocorre com os chineses, pois o futuro da humanidade, sem dúvida nenhuma, terá um grande peso do gigante da Ásia. Compreender a China é essencial para avaliar os rumos do século 21.

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