Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 19 de junho de 2007

Uma coisa muito curiosa na nova pintura chinesa: é um tal de pintar umas carinhas sorrindo (aliás, parecem mais um riso de escárnio, de galhofa, escrachado mesmo..) que daria pra fazer uma série muito interessante de smileys — aquelas carinhas usadas nos chats da internet. Naquela foto que Ennio usou para ilustrar a compra da memorabilia maoísta não aparece mas logo abaixo do tabuleiro do vendedor (um dos melhores que visitamos, o mais “sortido” em recuerdos da era Mao) tem o seguinte:

smileys-chineses.jpg

Não é engraçado, literalmente? Eu bem que queria comprar um, não há ambiente que resista a um quadro desse: o visitante tem que sorrir, desmontando liminarmente qualquer insinuação de chatice. Mas fui desestimulado pelo cálculo constante de todo viajante-comprador — peso, preço e tamanho. Neste caso, predominou o último. E bem que me arrependi. Você não compraria?

Anúncios

Read Full Post »

Eu e Cláudio Marinho saímos do Brasil com nossos telefones celulares – ambos temos um Treo 650, da PalmOne – determinados a comprar um chip em terras chinesas e assim evitar um “rombo”  nas nossas contas quando chegarem as faturas da TIM (de Cláudio) e da Claro (minha).

Bem, a Câmara de Comércio China-Brasil ficou de fornecer um chip chinês pelo módico preço de 100 yuans (50 para o chip e mais 50 de créditos). A coisa não funcionou a contento, o chip fornecido travou. Eles nos devolveram o dinheiro de volta e ficaram de arrumar novos cartões. Os ditos-cujos não chegaram e, no corre-corre da viagem, terminamos por desistir deles.

Podem ter ocorrido duas coisas: ou os chips foram fornecidos já com defeito – numa terra em que a cópia de qualidade inferior é quase que regra, isso não e difícil – ou foram desmagnetizados. Resumo da ópera chinesa: ficamos mesmo nas insensíveis e burocráticas mãos da TIM e da Claro.telefone treo

Quando fui à Claro desbloquear meu treo para o roaming internacional, tive uma explicação básica do funcionário da operadora sobre os custos de usar a minha linha de celular do outro lado do mundo.

O volume de informação era tão avassalador que quase não prestei atenção no que o rapaz da Claro – blá, blá, blá – me dizia.

Só percebi algo evidente, seria muito, muito caro usar os serviços da telefonia brasileira na China. Até parecia que o funcionário da companhia queria me convencer a não usar o celular.

Alguém me disse (não lembro quem) que um minuto de ligação da China para o Brasil por um telefone celular brasileiro não sai por menos de 17 reais. E olhe que este “minuto” podem ser apenas 10 segundos.
Basta você apertar a tecla verde do celular para ouvir o tilintar da caixa registradora da Claro operando.

Estamos esperando chegar nossas contas. Provavelmente elas já vão apresentar o quanto custou usar o celular na China.

Outro problema sério foi o desbloqueio do Treo 650 para poder utilizar o chip de uma outra companhia. Fui à loja da Claro e paguei exorbitantes 200 reais para que o serviço fosse realizado. A operadora disse que em cinco dias úteis tudo estaria resolvido.

Bem, fiz minhas contas e percebi que o desbloqueio só ocorreria no dia da nossa viagem, 30 de maio. Resolvi arriscar. Até acreditei que pudesse ocorrer antes. Nada. Impaciente, não segui o conselho de dona Marta “relaxe-e-goze”Suplicy. Procurei um “atalho” virtual.

Na Internet achei um site estrangeiro que forneceria um software para desbloquear meu telefone, pela módica quantia de 19,99 dólares.

Aceitei. Paguei com meu cartão de crédito e segundos depois recebi no e-mail um link com o programa para liberar o Treo para chips de outras companhias.

O que a Claro me prometeu fazer em cinco dias úteis, consegui em menos de 10 minutos!

Alguma coisa está errada e não é comigo.

P.S: A Claro me mandou uma mensagem pedindo para entrar em contato com a central de atendimento (por um telefone fixo), que me forneceria o código de desbloqueio do chip. O problema foi que só recebi a mensagem no Canadá. Como tinha conseguido o desbloqueio por outros caminhos, ignorei. Mas se eu queria usar era o celular, para quê ligar de um telefone fixo. Vá entender essas operadoras.

P.S:. 2 (by Cláudio Marinho)

Resolvi reproduzir aqui o comentário que Cláudio fez sobre a telefonia nas viagens internacionais:

“ennio, um lembrete aos leitores:
a minha conta no skype-out (telefonia sobre IP — usar o computador pra telefonar pra casa), que tinha um saldo de 8 euros, voltou com um saldo de 5 e pouco, apesar de tudo o que falamos com o brasil (estimo mais de 30 minutos)…
quer dizer: roaming por roaming, skype-out, isto é, cai fora do custo extorsivo das operadoras, amigo…”

É isso aí.

Read Full Post »

Uma loja interessante que achamos na noite da nossa primeira caminhada por Pequim fica dentro do próprio Kempinsky Hotel. É uma galeria que reúne obras da chama arte contemporânea chinesa, misturando heranças imperiais, comunistas bem como o atual momento econômico do país.

Nesse espaço podem ser encontradas, por exemplo, estátuas coloridas do líder comunista Mao Tsé-Tung.

estatuas-de-mao.jpg

A figura do “grande timoneiro”  continua bastante reverenciada entre os chineses, uma mitificação que não impõe limites nas formas como ele é homenageado, sejam nas cédulas do yuan, em estátuas, relógios ou pôsteres.

ennio em foto na qual aparece mao

Eu mesmo não resisti e comprei um exemplar do chamado “livro vermelho” de Mao, com data de 1968 – auge da chamada Revolução Cultural.

 comprando o livro vermelho 1     comprando o livro vermelho 2

Mao é pop.

Andy Warhol sabia disso desde o início da década de 1970. Em 1972, o artista pintou “Mao”, que há algum tempo foi vendida por 17,376 milhões de dólares num leilão em Nova York – um recorde mundial para o rei da pop art.

 retrato de Mao por Andy Warhol    Mao by Andy Warhol

A obra foi adquirida no leilão de arte contemporânea e do pós-guerra realizada na casa Christie’s pelo empresário Joseph Lau, de Hong Kong, um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista Forbes.

Na galeria do Kempinsky, também chamam atenção esculturas que lembram o marketing do socialismo real sino-soviético, no qual operários – muito bem nutridos – posam como heróis gregos ou coisa parecida.

Especialistas em arte avaliam que essa produção recente chinesa tem tudo para sofrer uma grande valorização no médio prazo – um pouco parecido com o que aconteceu com a arte japonesa dos anos de 1960 para cá.

Read Full Post »