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Archive for the ‘viagem à china’ Category

aposentado-do-templo-do-ceu.jpgVou revisitar o post anterior (o do senhor que faz “chorar” um instrumento de cordas). Olhei, olhei…e vi com outros olhos a filmagem indiscreta. A imagem não ajuda, a câmera digital foi feita para poses, claro — senão não vendem filmadoras, não é verdade? Mas vejam comigo uma silhueta que se move atrás do senhor. Sinto que uma visão lateral instintiva me levou a enquadrá-la, nos seus movimentos discretos e furtivos. É sem dúvida a esposa, que prepara um chá em dueto com o marido concertista. Por sorte, tinha uma foto, tirada na mesma ocasião da filmagem, para vermos em mais detalhe os instrumentos do tocador do Templo do Céu. Mas a foto, a única — ato falho — não inclui a esposa! Então, resolvi publicar, mesmo assim — desta desta vez em homenagem ao yin-yang da vida a dois, aqui ou na China. Revejam o filme aí embaixo, desta vez com o “olhar feminino”.

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Numa tarde quente de junho, caminhávamoss pela passarelas cobertas que dão acesso ao Templo do Céu, em Pequim. O guia chinês contava uma história interessante: os senhores e senhoras de idade que estavam sentados ali, ao longo de todo o trajeto, eram chineses aposentados, que se divertiam das mais diversas maneiras. Uns, faziam uma espécie de karaokê improvisado. Outros, jogavam cartas, ou um tipo de dominó. Mais alguns jogavam petecas (com grande habilidade!).

Um som muito especial me atraiu a atenção. Imediatamente, chaveei a pequenina Olympus digital para a posição de filmar, certo de que não poderia perder nunca aquela chance do acaso — só assim poderia captar a música que um senhor tirava de um instrumento de uma corda só. A qualidade da imagem, óbvio, não é lá essas coisas, mas vale pela oportunidade conquistada de mostrar a vocês a ternura com que o velhinho dedicava esse som aos que passavam por ali. Ou melhor: prefiro imaginar que ele fazia isso para um passado de si mesmo, um réquiem para uma velha China que não existe mais. Confiram aí embaixo no vídeo que postei no YouTube:

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telhado-azul.jpgAntes de viajar para a China, fiz umas incursões no Google Earth sobre Beijing. Postei aqui um pergunta, meio de brincadeira: será que Beijing é azul? Haviam me impressionado os telhados azuis de Pequim no Google. Chegando lá, fui descobrir o que eu já deveria ter suspeitado com menos romantismo — sim, de fato, como vemos na fotografia ao lado, algum fornecedor de cobertas azuis (em alumínio?) domina o mercado de telhados industriais. Agora, volto ao tema das metáforas com uma preocupação: será que está tudo azul mesmo na China, como tem sido a predominância dos nossos posts sinceramente impactados pelo que vimos das transformações na sociedade chinesa?

Claro que não se faz omelete sem quebrar ovos, como diria o outro. E um dos fenômenos mais comentados na imprensa internancional, como efeito perverso da rapidez das mudanças na China, é o das migrações rural-urbanas e das condições de vida desses migrantes. Estimativas dão conta de mais de 140 milhões de chineses que teriam mudado o domicílio de rural para urbano em pouco mais de uma década. Isso é como se 80% dos brasileiros tivessem se mudado do campo para as cidades em 10 anos (aliás, o que nos diferencia da sociedade chinesa de forma importante, entre outras coisas, é que já somos mais de 85% urbanos, e eles pouco mais de 30%).

Uma matéria recente, na The Economist de 7 de junho,  traz eloqüente relato sobre o drama da habitação para os migrantes rurais. Em notícia oficial de 2005, estimava-se que mais de 34.000 habitações das famosas “vilas urbanas” de Beijing seriam demolidas, para dar lugar aos equipamentos dos Jogos Olímpicos de 2008. O que é pior: essas vilas, através de sublocações de cômodos minúsculos e insalubres, são a única opção de moradia mais em conta para os migrantes que chegam à capital justamente atraídos pelos empregos na construção civil.

Andei buscando, entre as minhas fotos, aquelas que mais pudessem expressar um sentimento solidário com esses migrantes, com esse povo em movimento, milhões de chineses que contróem uma outra China, em mais um movimento pendular de abertura para o resto do mundo depois de um outro ciclo de fechamento, entre tantos de uma longa história de mais de 3.500 anos (7 vezes maior do que a história escrita do Brasil!). Aí encontrei três. A primeira, logo na nossa chegada no aeroporto de Beijing, tirada da janela do ônibus, me trouxe o sentimento de ternura pelo senhor de cócoras, observando atônito a movimentação da delegação pernambucana — a posição de descanso em cócoras tão rural, tão China antiga, tão sertanejo-nordestina. A segunda, num outro extremo, numa livraria de livros importados de um shopping de Shanghai, também retrata um jovem de cócoras — so que desta vez lendo um livro. E a terceira, uma síntese: um casal jovem num ônibus-leito de 2 andares (!!) entre Shanghai e Ningbo, numa parada de meio de estrada, troca comigo “espelhinhos” com a câmera do celular e o “v” da vitória. Que vençam mais esse desafio, amigos, com a ajuda do Tao, Confúcio e Buda.

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Foto 1: observando os brasileiros, tranquilamente…

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Foto 2: nem aí para os circunstantes…

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Foto 3: boa sorte, amigos…

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Já postei aquela que achei a melhor foto da viagem. Por que nao colocar a pior?  Ei-la.

A pior foto da viagem

Serve de alerta: não se exponha ao ridículo, nem aqui e nem na China.

Mas se a exposição já aconteceu, siga o conselho da Marta “Botox” Suplicy.

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Se conhecer a China é quase que visitar um outro planeta, nada melhor do que assistir “Star Wars” com legendas em mandarim.

Da mesma forma que no Brasil e na maior parte do planeta, a TV chinesa também abriu espaço para comemorar os 30 anos da bi-trilogia de George Lucas.

Star Wars na TV Chinesa

Pessoalmente eu preferia ter visto o Senhor Spock dizer “isto é ilógico” em chinês. Tive que me contentar em assistir Luke Skywalker salvando Han Solo em  “O Retorno do Jedi”.

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Os chineses fumam muito, principalmente os homens. Nas principais cidades encontramos grandes lojas especializadas em cigarro, de todas as marcas e variedades – locais e internacionais.

Ao contrário da maior parte do mundo, na China os fumantes continuam tendo um grande espaço para aplacar o vício. Mesmo assim, maior consumidor de tabaco do mundo, a China ratificou tratado da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra o tabagismo.

Fumante chinês

De acordo com a BBC, a China tem 350 milhões de fumantes – cerca de 36% da população. São dados da OMS.
Em 2003, foram vendidos 1,79 trilhão de cigarros no país.

Pelo menos 1,2 milhão de chineses morrem anualmente por causa de doenças relacionadas ao tabagismo, segundo a Associação Chinesa para Controle do Fumo.

Isso representa um quarto das mortes relacionadas ao fumo no mundo, de acordo com a associação.

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 Rua do comércio de arte e antiguidades em Pequim

Rua do comércio de arte e antiguidades em Pequim

A barganha chinesa é como aquele comercial chavão: a primeira você nunca esquece.

Nossa estréia no tradicional comércio chinês foi numa loja de departamentos exclusiva de eletrônicos, em Pequim. Devo admitir: tomei um tremendo susto.

Tinha lido sobre a prática chinesa de negociar, de pechinchar. Mas aquilo era ridículo.

Não sei se escolhemos a hora errada, mas eram 10 vendedores para cada um de nós. Tudo – obviamente – falando chinês. Eu me senti um personagem de “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock. Sério.

Não podia andar um metro que apareciam 10 jovens chineses (se ainda fossem apenas chinesas) lhe agarrando, mostrando o preço na indefectível calculadora.

Para encerrar essa parte do post, travei. Não comprei nada, não olhei mais nada. Bastava o olho se fixar em algo que o vendedor já se apresentava. Logo eu que acho chatos os vendedores de loja de shopping center, que ficam seguindo a gente que nem cachorro de aeroporto.

Mas foi um aprendizado interessante negociar com os chineses. Depois que peguei o jeito.

Em Pequim, em Xangai e em Ningbo a arte da pechinca se repetiu em praticamente todos os pontos comerciais que estivemos. Fosse para comprar uma peça de seda, um colar de jade, um livro vermelho.

Rua do Comércio em Ningbo

Rua do comércio da cidade de Ningbo

No início você fica intimidado, pois pensa que o preço sugerido pelo vendedor é justo. Seria o normal. Com o passar do tempo passei a comparar preços de mercadorias assemelhadas. Outra coisa: os vendedores gostam do jogo da barganha.

Em Ningbo teve uma vendedora do mercado do Fanzhai que me perseguiu pelos corredores e foi preciso dizer que meu dinheiro tinha acabado, para cessar o assédio. “Dizer” é uma licença poética. Misturei inglês, português e mimíca. Ela deve ter entendido pois deu uma trégua.

Uma coisa interessante do mercado de pulgas no qual estivemos em Ningbo é que o preço do produto não era apresentado numa máquina de calcular, como em Pequim e em Xangai. Os vendedores utilizaram o telefone celular.

Um conselho para quem for à China e tiver que enfrentar o jogo da pechincha: se não quer comprar, não bote preço. Afinal, os chineses consideram um desrespeito sério barganhar e não comprar. Também não pague o primeiro preço sugerido.

Cláudio em loja de antiguidades em Pequim

Cláudio Marinho pechincha em loja de antiguidades de Pequim

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