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Archive for 26 de junho de 2007

 Rua do comércio de arte e antiguidades em Pequim

Rua do comércio de arte e antiguidades em Pequim

A barganha chinesa é como aquele comercial chavão: a primeira você nunca esquece.

Nossa estréia no tradicional comércio chinês foi numa loja de departamentos exclusiva de eletrônicos, em Pequim. Devo admitir: tomei um tremendo susto.

Tinha lido sobre a prática chinesa de negociar, de pechinchar. Mas aquilo era ridículo.

Não sei se escolhemos a hora errada, mas eram 10 vendedores para cada um de nós. Tudo – obviamente – falando chinês. Eu me senti um personagem de “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock. Sério.

Não podia andar um metro que apareciam 10 jovens chineses (se ainda fossem apenas chinesas) lhe agarrando, mostrando o preço na indefectível calculadora.

Para encerrar essa parte do post, travei. Não comprei nada, não olhei mais nada. Bastava o olho se fixar em algo que o vendedor já se apresentava. Logo eu que acho chatos os vendedores de loja de shopping center, que ficam seguindo a gente que nem cachorro de aeroporto.

Mas foi um aprendizado interessante negociar com os chineses. Depois que peguei o jeito.

Em Pequim, em Xangai e em Ningbo a arte da pechinca se repetiu em praticamente todos os pontos comerciais que estivemos. Fosse para comprar uma peça de seda, um colar de jade, um livro vermelho.

Rua do Comércio em Ningbo

Rua do comércio da cidade de Ningbo

No início você fica intimidado, pois pensa que o preço sugerido pelo vendedor é justo. Seria o normal. Com o passar do tempo passei a comparar preços de mercadorias assemelhadas. Outra coisa: os vendedores gostam do jogo da barganha.

Em Ningbo teve uma vendedora do mercado do Fanzhai que me perseguiu pelos corredores e foi preciso dizer que meu dinheiro tinha acabado, para cessar o assédio. “Dizer” é uma licença poética. Misturei inglês, português e mimíca. Ela deve ter entendido pois deu uma trégua.

Uma coisa interessante do mercado de pulgas no qual estivemos em Ningbo é que o preço do produto não era apresentado numa máquina de calcular, como em Pequim e em Xangai. Os vendedores utilizaram o telefone celular.

Um conselho para quem for à China e tiver que enfrentar o jogo da pechincha: se não quer comprar, não bote preço. Afinal, os chineses consideram um desrespeito sério barganhar e não comprar. Também não pague o primeiro preço sugerido.

Cláudio em loja de antiguidades em Pequim

Cláudio Marinho pechincha em loja de antiguidades de Pequim

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Já tínhamos lido e ouvido falar da maquete da cidade de Xangai, instalada no Museu de Planejamento Urbano. Mas como diz um ditado sábio “uma coisa é falar outra é ver”. 

Maquete da cidade de Xangai 1

A maquete-conceito ocupa um andar quase completo do Museu e além dos prédios existentes em Xangai também tenta antecipar as mudanças na cidade até 2020.

Maquete da cidade de Xangai 2

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